Programa Especializa Paraná
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Dando continuidade aos diagnósticos realizados pelo programa Especializa Paraná, os residentes técnicos iniciam agora a quarta fase do Plano de Ação, voltada à análise da infraestrutura urbana e logística dos municípios participantes. A nova etapa busca avaliar a capacidade das cidades de sustentar o desenvolvimento econômico, a instalação de empresas e o escoamento da produção local.
O levantamento integra o caderno socioeconômico do programa e contempla três eixos principais: infraestrutura para comercialização de produtos, estrutura logística e de transporte da produção municipal, além das condições de saneamento básico e tratamento de resíduos.
Segundo a coordenadora do programa, Glenda Portela, esta fase amplia a leitura técnica sobre os desafios e potencialidades dos territórios. “Esta fase 4 é importante para verificarmos se o município tem espaço físico adequado para as empresas se instalarem, se tem estradas eficientes para a produção circular e se há eficiência dos serviços de saneamento e gestão de resíduos sólidos”, afirma.
Nas etapas anteriores, os residentes técnicos realizaram o levantamento do perfil socioeconômico dos municípios e o diagnóstico das atividades econômicas e da estrutura institucional das cidades. Os estudos analisaram aspectos como territorialidade, ocupação do solo, geração de empregos, especialização produtiva, comércio exterior, capacidade de gestão pública e ambiente regulatório.
Organizar demandas, acompanhar atendimentos, consolidar indicadores e transformar informações em inteligência para a tomada de decisão. Esses são alguns dos objetivos do Sistema Integrado de Gestão da Inovação (SIGI), ferramenta desenvolvida para otimizar a atuação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e de instituições que integram o ecossistema de inovação.
Desenvolvido pelo engenheiro civil Anderson Gamon, da Agência de Inovação da Universidade Estadual de Maringá (AGEUNI/UEM), o sistema surgiu a partir de desafios identificados na rotina da própria instituição.
“O SIGI nasceu da necessidade de organizar melhor as atividades relacionadas à inovação e transformar dados dispersos em informações estratégicas para a gestão. A proposta foi criar uma solução alinhada à realidade dos NITs e às demandas de quem atua diariamente nesse ambiente”, explica Gamon.
O SIGI também contempla informações relacionadas à propriedade intelectual, transferência de tecnologia, parcerias institucionais e interação com o setor produtivo, áreas centrais para a atuação dos núcleos de inovação. “Conseguimos dar mais agilidade às rotinas, ampliar a visibilidade das informações e qualificar a tomada de decisão. Além disso, o sistema contribui para o relacionamento com empresas, instituições, municípios e órgãos públicos, fortalecendo as ações de inovação”, destaca.
A ferramenta é a segunda solução tecnológica desenvolvida por residentes do Especializa Paraná. A primeira foi uma plataforma voltada à análise do comércio exterior dos municípios paranaenses, criada pelo engenheiro de computação Manuel Finda com apoio do economista Paulo Vagner Ferreira, da SEIC. O sistema integra dados de importação e exportação e disponibiliza séries históricas da balança comercial entre 2000 e 2024.
Além dessas iniciativas, o programa também conta com a Plataforma de Especialização Inteligente, desenvolvida pelo Sistema Fiep em parceria com a SEIC, que apoia análises territoriais e o planejamento estratégico voltado ao desenvolvimento econômico regional. Juntas, as soluções demonstram como a formação aplicada do Especializa Paraná tem contribuído para gerar ferramentas inovadoras com impacto direto na gestão pública e no desenvolvimento do estado.
A etapa presencial do curso Desenvolvimento Territorial reuniu participantes de diferentes regiões do Paraná para discutir desafios, potencialidades e estratégias voltadas ao desenvolvimento regional. A formação é promovida pela Escola de Gestão do Paraná (EGP), em parceria com o programa Paraná Produtivo, e integra as ações de qualificação dos residentes técnicos do Programa Especializa Paraná.
Com a participação dos residentes técnicos, alguns dos encontros foram realizados nos municípios de Curitiba, Londrina, Bandeirantes e Paranaguá. Vale ressaltar que nem todos os residentes integram a turma de cursistas.
Em Curitiba, por exemplo, o residente Marcelo Dias avalia que a atividade contribuiu para aprofundar a compreensão sobre a realidade da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). “O encontro trouxe discussões dos gargalos e potencialidades de cada região, no meu caso da RMC. Para analisar esses dois paralelos usamos os dados, que foram passados em outras aulas do curso e também nossa experiência dentro da SEIC. Ao final levantamos possíveis soluções para esses gargalos”, afirma.
Durante as oficinas, os participantes analisaram dados socioeconômicos, indicadores regionais e resultados de pesquisas de percepção da população, identificando os principais ativos e desafios de cada território. Com base nesse diagnóstico, os grupos elaboraram propostas de ação e debateram iniciativas já existentes que podem contribuir para o desenvolvimento regional.
A cerca de 386 quilômetros de Curitiba, em Londrina, a experiência também foi comentada por Alan Gorveia. Segundo o residente, as atividades permitiram compreender de forma mais concreta os mecanismos que impulsionam o desenvolvimento dos territórios. “A imersão nos permitiu observar a articulação prática do modelo de Hélice Tríplice, consolidando nossa compreensão empírica sobre como o poder público, a academia e o setor produtivo interagem nos territórios.”
Além de proporcionar capacitação técnica, os encontros presenciais fortalecem a integração entre residentes, gestores públicos, instituições de ensino e representantes do setor produtivo. Dessa forma, contribuem para a construção de diagnósticos mais qualificados e de propostas alinhadas às características e necessidades de cada região paranaense.
Paranaguá passou a contar oficialmente com um novo espaço voltado ao empreendedorismo, à tecnologia e ao desenvolvimento regional. Em maio, foi inaugurado o Hub de Inovação Casa Dacheux, instalado em um prédio histórico localizado no Centro Histórico do município.
O espaço funciona em um imóvel centenário cedido pela Prefeitura de Paranaguá à Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e tem como proposta fortalecer a integração entre universidades, poder público, empresas e sociedade civil. A iniciativa busca impulsionar ações de inovação, empreendedorismo e desenvolvimento sustentável no Litoral do Paraná.
A inauguração reuniu representantes da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), da AGEUNI/AGITEC da Unespar, lideranças municipais e outras instituições parceiras. O evento contou ainda com a presença dos secretários estaduais Marcos Stamm (SEIA), e do Aldo Nelson Bona (SETI).
Os residentes do Especializa alocados na região participaram da organização e das atividades de inauguração. Durante o evento, foram apresentados programas e ações desenvolvidos pela Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação (AGEUNI), entre eles o Especializa Paraná. “A iniciativa foi destacada como instrumento de apoio às políticas de especialização produtiva dos municípios e de fortalecimento das conexões institucionais nos territórios”, comentou a residente Heloisa Serafim Kuakoski.
O Hub de Inovação Casa Dacheux oferecerá atividades de formação empreendedora, capacitações, eventos e ações de apoio ao desenvolvimento de negócios. O espaço também busca estimular iniciativas ligadas às potencialidades produtivas, incluindo a economia do mar, a pesca artesanal, a gastronomia e outros segmentos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do litoral paranaense
Os estudantes que compõem o Especializa Paraná concluíram, em maio, mais duas disciplinas da pós-graduação em Políticas de Especialização Produtiva, ofertada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os conteúdos abordaram os temas Nova Economia e Indústrias Inteligentes e Ferramentas da Nova Economia.
De acordo com a residente técnica Bianca Pereira Ramos, da Unespar de União da Vitória, as aulas permitiram compreender mecanismos que fortalecem a identidade e o valor dos produtos regionais. “Durante a disciplina de Ferramentas da Nova Economia, aprendemos sobre a importância da indicação geográfica e como ela contribui para agregar valor aos produtos, fortalecendo sua identidade, reconhecimento e diferencial no mercado. Também compreendemos a importância do patenteamento de produtos e marcas para garantir a proteção da inovação e os direitos de comercialização”, destaca.
A formação integra as atividades do Especializa Paraná e busca qualificar os residentes para atuar no planejamento e na implementação de estratégias voltadas ao desenvolvimento econômico dos municípios paranaenses.
A equipe do Especializa Paraná iniciou, em abril, uma nova etapa de capacitação voltada à qualificação técnica e estratégica dos residentes. Com mais de 900 inscritos, o curso Desenvolvimento Territorial, ofertado pela Escola de Gestão do Paraná, aprofunda conhecimentos sobre como transformar potencialidades regionais em resultados concretos de crescimento econômico e social.
A formação aborda conceitos de organização do território, planejamento regional, gestão do desenvolvimento e governança territorial como instrumentos de dinamização local. Entre os diferenciais, está a realização de um módulo presencial dedicado à leitura e ao diagnóstico territorial, com análise de indicadores, identificação de vocações produtivas e definição de estratégias para elaboração de planos de desenvolvimento regional.
A iniciativa é fruto de parceria entre a Secretaria do Planejamento do Paraná, por meio do programa Paraná Produtivo, e a Secretaria da Administração e da Previdência do Paraná, responsável pela coordenação da EGP.
De acordo com a coordenadora do Especializa, Glenda Portela, a formação amplia o papel dos residentes na gestão pública. “Com a especialização, os residentes aplicam métodos técnicos e científicos no dia a dia da administração pública e desenvolvem visão estratégica. Deixam de ser apenas executores e passam a atuar como gestores que organizam processos e tomam decisões mais seguras, conquistando maior protagonismo e liderança no mercado de trabalho”, afirma.
Para os residentes, a formação também impacta diretamente a prática profissional. Eric Kenji, alocado na Ageuni de Londrina, ressalta o aprendizado aplicado ao cotidiano. “O curso tem sido fundamental para minha capacitação. As atividades do Especializa e as aulas da pós-graduação ampliaram meu conhecimento em economia e políticas públicas, além de temas novos, como propriedade intelectual. Minha formação em engenharia contribui ao trazer uma visão voltada à solução de problemas e à inovação”, relata.
No início de maio, a primeira edição da Residência Técnica em Políticas de Especialização Produtiva completou um ano de atividades e consolidou uma iniciativa inédita de formação voltada à análise socioeconômica, à inteligência territorial e ao planejamento estratégico para o desenvolvimento regional do Paraná.
Vinculada ao programa Especializa Paraná, a residência une formação acadêmica e experiência prática por meio de um curso de especialização ofertado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com a Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná (SEIC) nas atividades práticas.
Ao longo desse primeiro ano, os residentes atuaram diretamente nos municípios em articulação com as Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável (Ageunis) e os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs). As atividades incluíram diagnósticos territoriais, levantamento de dados e apoio à identificação de potencialidades produtivas, além de ações voltadas ao fortalecimento dos ecossistemas de inovação e das estratégias de desenvolvimento regional.
Destaques do ano
Entre os destaques do período esteve o encontro presencial entre residentes e gestores públicos durante a Formação de Gestores Municipais de Desenvolvimento Econômico. Para a coordenadora do programa, Glenda Portela, o primeiro ano teve papel estruturante na consolidação da metodologia e na preparação dos participantes para a atuação nos municípios.
“O primeiro ano do Especializa Paraná foi marcado pela transição da teoria para a prática, com foco na capacitação dos residentes para a construção do Relatório Socioeconômico local. Foi um período essencial de adaptação, no qual os residentes aprenderam a aplicar a metodologia de coleta e análise de dados conforme a realidade de cada município”, afirma.
Próximos passos
Para o próximo ciclo, a proposta concentra-se no aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho e na padronização das entregas. “O objetivo é aprimorar o programa, estabelecer um padrão claro para todo o processo e garantir que a construção e a avaliação das informações ocorram de maneira uniforme e cada vez mais precisa”, completa a coordenadora.
A proposta busca fortalecer o desenvolvimento econômico dos municípios a partir da identificação e do aproveitamento de suas potencialidades produtivas. O programa parte do entendimento de que cada território possui vocações econômicas próprias e que, quando organizadas de forma estratégica e integradas em rede, ampliam a capacidade de atrair investimentos, gerar empregos, estimular a inovação e fortalecer a competitividade regional.
A produção dos cadernos socioeconômicos da Residência Técnica segue avançando em mais uma etapa do Plano de Ação. Neste momento, os residentes trabalham na elaboração do diagnóstico sobre a realidade organizacional e institucional das cidades, com foco na análise da capacidade local de atrair investimentos, gerir recursos públicos e promover o desenvolvimento econômico.
No município de Jacarezinho, a pesquisa já identificou diferentes mecanismos voltados à atração de empresas e ao incentivo à atividade econômica. A residente Luisa Helena de Souza Rocha Faleiros destacou o potencial de inovação observado durante o levantamento realizado na cidade. “Existem inúmeros casos e formas de ampliar e promover a inovação no município de Jacarezinho, sendo de fácil acesso formas de desenvolver a cidade tecnologicamente”, comentou.
De acordo com o diagnóstico, o município possui legislações específicas voltadas ao fortalecimento econômico e à facilitação de novos investimentos. Entre elas está a Lei nº 97/2022, que prevê benefícios fiscais e incentivos para empresas interessadas em se instalar na cidade.
Esse dado, assim como outros, compõem os cadernos socioeconômicos da Residência Técnica, que servirão como instrumento de apoio ao planejamento estratégico e à formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
A expectativa de desempenho das indústrias paranaenses para 2026 mostra um cenário majoritariamente estável, com 33% das empresas indicando perspectiva neutra e 46% otimista, segundo a Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Estado do Paraná. O resultado reflete a influência de fatores como investimentos, aumento da produtividade, crescimento das vendas e avanços em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Apesar disso, a percepção dos empresários sobre a economia nacional tende à neutralidade com viés pessimista. Entre as pequenas empresas, 33% acreditam em retração econômica, enquanto, nas grandes indústrias, 51% projetam estabilidade. Entre os principais entraves apontados estão a necessidade de reformas tributária, fiscal e administrativa, além de questões como corrupção, escassez de mão de obra qualificada e o cenário geopolítico internacional, impactado pela guerra entre Ucrânia e Rússia.
Esses dados integram as discussões das rodadas de 2026 do Fórum Regional da Indústria e das oficinas de Distritos Industriais, que contam com a participação de residentes do programa Especializa Paraná, atuantes em Curitiba, Ponta Grossa e Londrina.
Ao participarem dos encontros, os residentes contribuem com atividades de sensibilização e prospecção, apoiando a difusão de instrumentos estratégicos como o Guia Técnico para Implantação de Parques Industriais — elaborado em parceria entre a FIEP e a Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços.
Os residentes técnicos do programa Especializa Paraná se preparam para entregar, nas próximas semanas, um diagnóstico sobre a realidade organizacional e institucional dos municípios participantes. O material integra a terceira fase do Plano de Ação da residência e tem como foco avaliar a capacidade das cidades de atrair investimentos, gerir recursos públicos e promover o desenvolvimento econômico local.
Para a coordenadora do programa, Glenda Portela, este diagnóstico é uma etapa estratégica para qualificar a atuação do Especializa Paraná nos territórios. “O levantamento permite compreender, com base em evidências, como os municípios estão estruturados do ponto de vista institucional, legal e organizacional. A partir disso, conseguimos direcionar ações mais assertivas, alinhadas às reais necessidades locais”, explica.
Na primeira etapa, foi realizado o levantamento do perfil socioeconômico dos municípios, com análise da territorialidade, do uso e ocupação do solo, além das características demográficas e sociais. Na segunda etapa, foi elaborado o diagnóstico das atividades econômicas, a partir de dados sobre geração de empregos, importância relativa e grau de especialização produtiva, bem como das relações de comércio exterior.
Segundo Glenda, estes levantamentos fortalecem a atuação da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SEIC) ao subsidiar informações para a formulação de políticas públicas e iniciativas de desenvolvimento econômico com maior precisão. “O material produzido pelos residentes oferece uma leitura técnica do ambiente municipal, identificando potencialidades e gargalos. Como nesta etapa é possível analisar se o município possui saúde financeira para obras de infraestrutura e leis de incentivo modernas o suficiente para atrair novas indústrias e até mesmo se possui políticas de qualificação de mão de obra que atendam diretamente a sua demanda real”, completa.
CONTAS PÚBLICAS - A construção da terceira fase contempla uma análise ampla das contas públicas municipais, permitindo identificar o nível de equilíbrio financeiro e sua influência na credibilidade do município frente a novos empreendimentos.
MARCO REGULATÓRIO - O estudo também examina o conjunto de leis, incentivos fiscais e processos de licenciamento, avaliando se o ambiente regulatório atua como facilitador ou entrave ao desenvolvimento econômico e à atração de empresas.
INSTITUIÇÕES DE APOIO E FOMENTO - Outro eixo do levantamento envolve o mapeamento das instituições de apoio, assistência técnica e fomento, como entidades de crédito e organizações de suporte ao empreendedor, avaliando a rede disponível para empresas e produtores locais.
FORMAÇÃO E CAPACITAÇÃO - Também são analisadas as estruturas de formação e qualificação profissional, com o objetivo de verificar se a oferta educacional está alinhada às demandas econômicas do município.
ARTICULAÇÃO INSTITUCIONAL - O diagnóstico inclui ainda a identificação de sindicatos, associações e cooperativas atuantes, elementos considerados estratégicos para medir o grau de articulação e cooperação entre os atores locais.
A atuação dos residentes do programa Especializa Paraná e da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e Inovação (Ageuni) da Unespar, intensificou, ao longo de março, as agendas voltadas ao desenvolvimento econômico e à inovação no litoral paranaense, com destaque para ações em Paranaguá, Guaraqueçaba e Antonina. As iniciativas promoveram a aproximação com o setor produtivo, fortaleceram o apoio institucional e impulsionaram avanços na estruturação de políticas públicas locais.
Em Paranaguá, a equipe estabeleceu contato direto com empresas da região para apresentar as formas de apoio da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC), com foco na prospecção de oportunidades e na articulação de acesso a linhas de financiamento junto a instituições públicas e privadas. A iniciativa, conduzida pelo residente Thiago Vidal, despertou o interesse de empresários, que manifestaram a intenção de agendar reuniões com a equipe da SEIC.
No município de Guaraqueçaba, o trabalho avançou na articulação da política de inovação, com a identificação de instituições capazes de atuar como interlocutoras locais no processo de implementação. Entre as possibilidades analisadas, está a aproximação com a Itaipu Binacional, especialmente por meio de seu núcleo socioambiental.
Já em Antonina, a agenda incluiu uma reunião com a superintendência do Ministério da Pesca no Paraná, realizada em conjunto com representantes do município. Segundo Thiago Vidal, a participação ocorreu em função de sua atuação prévia em estudos sobre a cadeia produtiva do pescado, um dos principais eixos de especialização econômica da região. “Fui convidado a integrar esse momento em razão do meu envolvimento com a temática, que tem forte relevância para o desenvolvimento local”, destaca.
Bianca Chemure e Heloisa Kuakoski, que integram a equipe de Paranaguá, atuam em iniciativas na Casa Dacheux, espaço voltado à inovação no litoral. As ações incluem a organização de eventos e cursos, além da produção de um podcast dedicado ao empreendedorismo feminino feito por Bianca. Essas ações têm como foco a valorização de iniciativas locais e o fortalecimento do ecossistema de inovação na região.
Com atuação direta da residente Beatriz dos Santos Anaconi, a Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e Inovação (Ageuni) da Unespar de Campo Mourão, por meio do Projetek, desenvolve o projeto da pista de caminhada de Corumbataí do Sul, atualmente em fase final.
A iniciativa prevê a implantação de aproximadamente 2 mil metros de pista às margens da PR-549, com infraestrutura planejada para aliar funcionalidade e qualificação do espaço. A pavimentação em paver favorece a drenagem da água da chuva, enquanto o paisagismo proposto — com plantio de palmeiras e grama nas laterais — contribui para a valorização estética e ambiental do trajeto.
O projeto abrange um trecho do Caminho Iniciático de Santiago de Compostela, percurso de cerca de 104 quilômetros que conecta Campo Mourão a Fênix. O caminho, considerado o primeiro do tipo fora da Espanha, passa por municípios como Corumbataí do Sul e Barbosa Ferraz, reunindo áreas rurais, capelas e pontos de interesse religioso.
Para o coordenador do Projetek da Unespar, Adalberto Dias, trata-se de uma intervenção que insere o município em um roteiro de turismo religioso em expansão, com potencial para atrair visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior. “Esse projeto fortalece o turismo religioso ao qualificar o trajeto utilizado por peregrinos e impulsionar a economia local. A iniciativa amplia a circulação de visitantes, eleva a demanda por serviços, valoriza a identidade cultural e espiritual do município.”
Segundo Beatriz dos Santos Anaconi, a iniciativa também atende a uma demanda de segurança. “Esse era um trecho de grande periculosidade, pois os pedestres utilizavam a rodovia para percorrer o trajeto. Além do reconhecimento turístico que o caminho proporciona ao município, a pista deve garantir mais segurança aos usuários”, afirma.
PROJETEK NO PARANÁ - O Projetek está presente nas sete universidades estaduais do Paraná e integra as ações das Ageunis. Na Unioeste, por exemplo, há atualmente oito projetos em andamento, que atendem municípios das regiões Sudoeste e Oeste.
De acordo com a coordenadora Giovanna Gava Oyamada, as iniciativas atendem demandas da população. “Com projetos estruturados, os municípios passam a ter uma visão mais estratégica do crescimento urbano, contribuindo para o uso adequado do solo, a organização do espaço urbano, a redução de ocupações irregulares, o atendimento das necessidades da população do município com projetos de edificações na área da saúde, educação, transporte público, laser, cultura, entre outros”, destaca.
Na Unicentro, sete projetos estão em desenvolvimento. A prioridade do programa é atender municípios de pequeno porte, com até 30 mil habitantes, que enfrentam limitações orçamentárias e escassez de equipes técnicas. “O Projetek fornece projetos executivos essenciais para que essas prefeituras possam pleitear recursos e viabilizar obras, reduzindo custos e promovendo a descentralização do desenvolvimento”, explica Pauline Becher Velozo, bolsista técnica na Unicentro.
Outro exemplo é a atuação da UENP. Entre 2024 e 2025, foram desenvolvidos 14 projetos, sendo sete voltados diretamente aos municípios da região e outros sete destinados às instituições de ensino superior. “Todos os projetos desenvolvidos possuem impacto na região, atuando em diferentes frentes, como infraestrutura, educação, inclusão social e melhoria dos serviços públicos. Isso contribui de forma integrada para o desenvolvimento regional”, ressalta Ricardo Carvalho da Silva, coordenador do Escritório Projetek da UENP.
O PROGRAMA
"O que seu município quer ser quando crescer?"
O Especializa Paraná é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Serviços (SEIC-PR) voltada a fortalecer o desenvolvimento econômico dos municípios paranaenses, com foco na especialização produtiva. O programa parte da ideia de que cada território possui potencialidades econômicas que, quando organizadas e trabalhadas em rede, podem atrair investimentos e gerar mais empregos, inovação e competitividade.
O programa atua por meio da Residência Técnica em Políticas de Especialização Produtiva (RESTEC), parceria entre a Secretária da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). A iniciativa capacita profissionais recém-formados para atuarem diretamente nos municípios. Nossos residentes técnicos realizam diagnósticos socioeconômicos, identificam setores estratégicos e constroem, junto aos gestores públicos, planos de ação que apoiam a implantação de estratégias de desenvolvimento regional.
A SEIC coordena o programa em parceria com as universidades estaduais, através das AGEUNIs – Agências de Desenvolvimento Regional Sustentável e de Inovação. Atuando como braços locais do Especializa Paraná, as AGEUNIs aproximam o trabalho dos residentes da realidade dos municípios e fortalecem a articulação com empresários, produtores e a sociedade civil, garantindo que o desenvolvimento sustentável seja construído de forma colaborativa e conectada às necessidades regionais.
O papel da especialização produtiva
A especialização produtiva é o conceito central do programa. Trata-se de identificar e fortalecer atividades econômicas específicas de cada região, aproveitando suas vantagens competitivas. Com isso, o município consegue direcionar seus investimentos para setores estratégicos, gerando valor agregado, atraindo novos negócios e promovendo o crescimento sustentável.
Resultados esperados
Com a combinação de pesquisa aplicada, formação de profissionais e cooperação entre setor público, privado e sociedade, o Especializa Paraná busca consolidar um ambiente de inovação e planejamento de longo prazo, capaz de transformar a economia regional.
Investir em especialização é investir no crescimento do Paraná.
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RESIDENCIA TÉCNICA
A Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná - SEIC-PR em parceria com a SETI e a UEM, selecionou profissionais recém-formados (até 3 anos) para atuarem no programa Especializa Paraná!
São 40 bolsistas distribuídos em diversas cidades do Paraná!
Para mais informações do Programa de Residência Técnica em Políticas de Especialização Produtiva, acesse aqui.
INFORMATIVOS DO RESTEC
PLATAFORMA DE ESPECIALIZAÇÃO INTELIGÊNTE DE MUNICÍPIOS
O primeiro passo é compreender as potencialidades produtivas do município. Para ajudar os prefeitos e demais gestores públicos, a SEIC - Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços, em parceria com a FIEP - Federação das Indústrias do Estado do Paraná, desenvolveu a Plataforma Especialização Inteligente. A plataforma dará acesso a uma base de dados para colher importantes insights sobre setores em que o município tem potencial de especialização produtiva.
O município pode utilizar a sua capacidade de investimentos para impulsionar setores estratégicos, gerando empregos e fortalecendo sua competitividade no mercado.
Para acessar a solução, o gestor municipal precisa estar inscrito no Programa Especializa Paraná. As inscrições podem ser realizadas por meio do link AQUI.


